Sintomas Dismenorréia - (Cólica menstrual)
A dismenorréia, também conhecida como cólica menstrual, é um problema ginecológico que afeta cerca de 50% das mulheres em idade fértil, ou seja, que ainda menstruam. Características da dor A dor típica da dismenorréia é a cólica, que geralmente tem início poucas horas antes ou logo após o começo do período menstrual. Localiza-se freqüentemente no baixo-ventre (abaixo do umbigo e acima do púbis), e a região torna-se dolorosa à apalpação.
Quando não tratada, a cólica menstrual pode durar dois ou três dias (48 a 72 horas).
Sintomas e Outras Manifestações Clínicas Associadas
Além da dor em cólica, que pode ser intensa, a dismenorréia pode evoluir com outros sintomas e manifestações associadas: • náuseas • diarréia • vômitos • dor nas costas (região lombossacra) com irradiação para as coxas • fadiga • nervosismo • vertigem • dor de cabeça (cefaléia) • desmaio (síncope) – ocorrência rara
Na dismenorréia primária, a dor pode ser intensa e geralmente sob a forma de cólica localizada no baixo-ventre (abdome inferior).
Tipos e causas
A dismenorréia pode ser de dois tipos: • primária • secundária
Dismenorréia primária
Esse tipo de dismenorréia surge, geralmente, um a dois anos após a primeira menstruação (menarca). Embora possa ocorrer em mulheres acima de 40 anos de idade, é mais comum em jovens. A dismenorréia primária é provocada por aumento da produção de substâncias chamadas prostaglandinas, pela camada endometrial do útero (endométrio). Essas substâncias são responsáveis pela cólica menstrual. Para combater a dismenorréia é importante, portanto, controlar a produção de prostaglandinas. Para controlar a dismenorréia primária, que é o tipo mais comum, torna-se importante bloquear a produção de prostaglandinas – substâncias que levam à cólica menstrual.
Dismenorréia secundária
Ocorre secundariamente a um outro problema que afecta a mulher. Ou seja, a dismenorréia secundária é provocada por alguma doença ou distúrbio que afecta os órgãos pélvicos (ovários, anexos uterinos etc.). A dismenorréia secundária, geralmente, ocorre muitos anos depois da primeira menstruação. Quando a mulher apresenta quadro suspeito desse tipo de dismenorréia, é preciso averiguar a presença de doenças ou condições ginecológicas/não-ginecológicas, que podem estar causando a cólica menstrual, tais como: • endometriose (proliferação do endométrio) • malformações uterinas • mioma (tumor benigno do útero) • uso de DIU (dispositivo intra-uterino) • hímen não-perfurado • alterações do útero • alterações dos ovários • cistos etc. Há muitas outras causas que podem levar a um quadro de dismenorréia secundária.
Portanto, recomenda-se procurar um ginecologista para esclarecer o problema e orientar o tratamento.
Tratamento
Primária O tratamento mais indicado para a maioria dos casos de dismenorréia primária é o uso de antiinflamatórios não-esteróides (AINEs). São agentes não-hormonais que bloqueiam a produção de prostaglandinas e atuam contra a dor e a inflamação.
Importante • O AINE deve ser tomado pouco antes ou no início da dor menstrual e deve ser repetido a intervalos suficientes para evitar nova formação de prostaglandinas. Há diferentes tipos de AINEs, incluindo alguns mais antigos que podem provocar efeitos indesejáveis, sobretudo para o estômago e intestinos (trato gastrintestinal). Atualmente, há AINEs mais seguros, que não causam lesão gastrintestinal.
- Converse com seu ginecologista. • Em certos casos, pode ser útil fazer uso de anticoncepcionais hormonais, seguindo orientação médica.
Secundária • O controle da dismenorréia secundária também pode ser feito com o uso de antiinflamatório não-esteróide (AINE), mas o tratamento vai depender da causa responsável pelo quadro doloroso.
- Consulte seu ginecologista a cada seis meses!
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